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Construção sustentável em Portugal: de tendência a critério de decisão

Construção sustentável em Portugal: de tendência a critério de decisão

05/05/2026

A construção sustentável deixou de ser apenas um tema estratégico para se tornar um fator concreto de competitividade no setor. Nos últimos meses, vários sinais no mercado português apontam na mesma direção: a sustentabilidade está a ganhar peso real nas decisões de investimento, desenvolvimento e execução de projetos.

Um mercado em aceleração

A chegada do Green Building Council em Portugal reforça a estrutura e o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis, alinhadas com padrões internacionais.

Ao mesmo tempo, estudos recentes indicam que 41% dos profissionais do setor já reconhecem que a construção sustentável gera mais valor. Este dado não é apenas perceção, reflete uma mudança progressiva nos critérios de decisão, tanto do lado dos promotores como dos investidores. Empresas industriais e fornecedores também estão a acompanhar esta evolução, analisando de forma ativa o posicionamento do mercado e a procura por soluções mais eficientes, tanto do ponto de vista energético como ambiental.

O que está a mudar, na prática?

Mais do que uma tendência conceptual, a sustentabilidade começa a traduzir-se em mudanças operacionais ao longo de todo o ciclo de vida do projeto:

  • Integração de requisitos sustentáveis desde fases iniciais
  • Maior exigência em materiais, sistemas e certificações
  • Crescente relevância de critérios ESG na decisão de investimento
  • Novos intervenientes e especializações na cadeia de valor

Este contexto está a redefinir não só como se constrói, mas também quem participa nos projetos e em que momento.

Oportunidade ou risco competitivo?

Para empresas do setor, construtoras, engenharias, fabricantes ou instaladores, esta mudança representa uma oportunidade clara, mas também um risco. A sustentabilidade está a antecipar decisões e os projetos começam a incorporar critérios mais exigentes antes mesmo do início de obra. Isto significa que:

  • As oportunidades surgem mais cedo
  • Os decisores podem ser diferentes
  • Os requisitos técnicos são mais específicos

Sem visibilidade sobre estas dinâmicas, o risco é reagir tarde quando o projeto já está adjudicado ou definido.

A importância da inteligência de mercado

Num mercado cada vez mais orientado por dados, a capacidade de identificar projetos com requisitos sustentáveis nas fases iniciais torna-se um fator diferencial. Não se trata apenas de acompanhar tendências, mas de:

  • Mapear onde estão a surgir projetos com critérios ESG
  • Identificar os decisores envolvidos
  • Compreender que soluções e materiais estão a ser especificados
  • Antecipar necessidades antes da concorrência

A construção sustentável não é apenas uma evolução técnica, é uma mudança estrutural na forma como o mercado funciona. E, como em qualquer mudança estrutural, quem tem melhor informação, decide primeiro,  e melhor.